em Economia, Imobiliária - Tempo de leitura: 3 minutos

São várias as etapas antes e durante a construção de uma casa: sonhar, planejar, executar e acompanhar. E um dos erros mais comuns acontece justamente no orçamento de obra, na hora de estimar os gastos com materiais e recursos necessários para erguer o imóvel.

Mas você sabe quais erros são esses? E o que é preciso conhecer para evitá-los? Fique tranquilo! Mostraremos os principais problemas do planejamento e, claro, caminhos para fazer um bom orçamento de obra. Siga a leitura!

 

Orçamento de obra, erros e caminhos

Planejar a construção de imóvel significa reunir todas as informações sobre o que será gasto para a execução do projeto: tempo, materiais, recursos e dinheiro. Por isso, qualquer deslize nessa etapa pode gerar uma cadeia de erros que só serão perceptíveis no meio da obra. Logo, a probabilidade de surpresas desagradáveis é grande: mais gastos com materiais, mais tempo para realização da obra, mais pessoas para trabalhar no projeto, etc.

Pessoa criando orçamento de obra.

Nota-se que os erros em um orçamento de obra tem impacto diretamente no aspecto financeiro. Justamente na área onde as surpresas não são bem-vindas. Por isso, veja agora alguns erros que você deve evitar.

1. Superestimar ou subestimar a quantidade de serviços

Sim, esse é o primeiro erro que você não deve cometer na sua obra e que, infelizmente, é comum. Isso porque, geralmente, as pessoas não levantam as informações assertivas que direcionam para os número corretos. E quais são elas? Veja só:

  • Memorial descritivo da obra: descreve com detalhes tudo que será utilizado em cada fase da obra;
  • Projetos: mapa da construção para as todas as áreas — hidráulica, elétrica, estrutural, arquitetônica;
  • Estudo de viabilidade: avaliação do local da construção e as variáveis que podem impactar na obra — tipo de terreno, localização, segurança, documentação.

Esses itens são critérios avaliados por construtoras antes de iniciar um empreendimento que devem ser levados para sua realidade. Decerto que começar um orçamento sem ter alguma dessas informações aumentará a probabilidade de erros no planejamento da obra.

2. Falta de critérios para levantamento das quantidades

Agora que você já tem listado os materiais e recursos necessários para a obra, tem os projetos e a viabilidade está positiva, como calcular a quantidade de cada item desses? Sim, não ter um critério de levantamento é outro erro comum no orçamento de obra.

Ter os critérios e informações é fundamental na hora de fazer um orçamento.

Empresas da construção civil têm profissionais específicos para realizar essa etapa no planejamento da obra, é o orçamentista. E uma ferramenta essencial utilizada por essas pessoas é o Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI).

Este é um documento oficial que serve como fonte de referência para calcular o quanto de cada material é necessário para realizar determinada etapa da construção em cada estado do Brasil.

Por exemplo, se você vai fazer um revestimento de porcelanato, encontrará na tabela como é feita a base de cálculo do serviço (que é por m²) e também os materiais acessórios que são gastos para a execução dessa etapa como argamassa, rejunte e mão de obra.

Se você não se sente seguro para fazer essa etapa, sugerimos que peça ajuda a um profissional com experiência.

 

 

3. Levar em conta somente os custos diretos com a obra

É comum as pessoas esquecerem de estimar gastos que não estão relacionados com o dia a dia da construção. Mas, diferentemente dos custos diretos que são logo vistos e contemplados no orçamento de obra, os custos indiretos ficam às escondidas, mas quando revelados podem representar uma fatia robusta do seu dinheiro. Veja alguns exemplos:

  • Impostos: tributos ligados à compra do terreno e construção do imóvel, como alvarás, licenças, entre outros;
  • Custos com pessoal: gastos com profissionais para acompanhamento da obra;
  • Logística: valores de fretes da compra de materiais e eventuais locações para depósito dos mesmos;
  • Margem de erro: é um percentual acrescido no valor total da obra (de 5% a 10%) para cobrir possíveis imprevistos no decorrer da sua execução.

4. Coletar preços incompatíveis com a realidade

Parece meio óbvio dizer que a coleta de preços deve ser feita no local onde você provavelmente vai comprar ou contratar produtos e serviços, respectivamente. Mas é essencial comentar essa atitude porque contar com preços desatualizados é um erro comum das pessoas ao fazer o orçamento de obra.

Um calendário marcado no dia de fazer o orçamento.

Fazer um levantamento de preços atualizados pode evitar inúmeros problemas.

Às vezes, por já ter orçado valores há pouco tempo ou até mesmo por conhecer profissionais da área que praticam certos preços. Mas não se engane: só considere como orçamento os valores que tiver coletado na região onde pretende construir e em um intervalo de, no máximo, 15 dias. Peça também que o profissional orçado dê o prazo de validade para o valor passado, ok?

Agora você já sabe que o orçamento de obra pode apresentar quatro pegadinhas nada saudáveis para sua construção, não é mesmo? Lembre-se, então, de estimar assertivamente a quantidade de serviços, os custos indiretos e, claro, os orçamentos condizentes com a realidade em que você vive.

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